O meu nome é Ana Maria, balança com ascendente em aquário na astrologia ocidental, caranguejo com ascendente em aquário na astrologia védica. O meu pai, de origem portuguesa, era curandeiro. Partiu cedo, era eu ainda bebé, por isso, não tive o privilégio de aprender o que fosse diretamente com ele, mas a sua ausência ensinou-me muito sobre mim e sobre relacionamentos. A minha mãe, de origem moçambicana, trabalhava em várias quintas cuidando de tudo por lá. Ela conhecia os ciclos da terra, tinha muita sabedoria sobre plantas e mezinhas para tudo. Com ela aprendi sobre a simplicidade das coisas, sobre o respeito pela terra, sobre a alegria de viver, sobre o tempo. Aprendi sobretudo com a sua a coragem, força feminina e amor incondicional. Sou infinitamente grata por ser fruto deste amor tão irreverente entre dois seres tão bonitos.
Embora cheia de medo por não perceber a dinâmica das coisas e muito cética, comecei a estudar e a tentar perceber as leis fundamentais do universo para tentar perceber quem eu era aos 18 anos de idade, depois da minha mãe partir deste plano. Mergulhei profundamente em alguns livros, recorri a alguns terapeutas holísticos que me ajudaram muito e nesse percurso conheci alguns grandes mestres que guardo no meu coração com muita gratidão. Estudei vários assuntos, várias perspetivas e abordagens. Apliquei, testei (agradeço muito ao meu ceticismo por me desafiar tantas vezes), adaptei à minha realidade, criei novas ferramentas para uso próprio. O meu foco era a minha cura e a necessidade de autonomia no processo.
Tornei-me leitora de aura em 2015. Quem me formou neste saber é a minha maior mestre que me ensina tanta coisa até hoje. Tudo mudou na minha vida a partir desse momento. Foram alguns anos a explorar energia com as novas ferramentas que tinha. Em 2018, durante o módulo de leitura de energia feminina, sabendo que queria relacionamentos saudáveis na minha vida, prometi a mim mesma que iria quebrar com os ciclos e padrões tóxicos que se repetiam na minha linhagem feminina para que mais nenhuma passasse pelo mesmo - mulheres guerreiras que acabam a carregar o mundo nas costas sozinhas, com um sorriso na cara, mas uma imensa solidão no peito, e a terem de viver no seu masculino para sobreviverem numa selva patriarcal onde ser homem é sinónimo de poder (predador super favorecido) e ser mulher sinónimo de fragilidade (presa sem grandes opções de escolha) máxima. Era assim que eu via as coisas, felizmente isso mudou. Pedi ao universo que mais nenhuma mulher nascesse na minha família até que eu cumprisse essa promessa.
Nesse mesmo ano criei processos práticos para cura e reconexão com o feminino, a pedido de uma amiga que precisava de orientação naquele momento e que viu de perto o meu processo, os meus resultados e a minha transformação. Depois de muita tentativa e erro, juntei o que pratico até hoje para trabalhar a minha energia feminina para criar os processos que fazem parte das mentorias. Não foi intencional, não tinha pretensão de o fazer. Aconteceu para mim e hoje tenho o prazer de passar esses ensinamentos a todas as mulheres que me chegam.
Em 2019, com foco no meu processo de cura e reconexão com o feminino, comecei a estudar ginecologia natural, onde entra a prática da vaporização do útero, e todos os saberes ancestrais femininos que pudesse encontrar. Fiz as pazes com a minha linhagem africana e europeia pelo caminho. Durante a capacitação em ginecologia natural, o nome Marias Sem Vergonha chegou até mim quando se falava da essência irreverentemente empoderadora de uma flor que em Portugal tem o nome comum de beijinho, de nome científico Impatiens parviflora. Fazia sentido a um nível visceral. Era esse o meu desejo: podermos Ser nós mesmas, Marias (porque em Portugal somos todas Marias), Sem Vergonha de nenhuma parte de nós. Sermos em pura verdade e aceitação.
Ao longo desses dois anos, de 2018 a 2020, nasceram cinco sobrinhos homens numa familia onde o sexo feminino predominava. Em 2020 nasceu a minha sobrinha, de nome Vitória. Ninguém sabia da minha promessa e eu já nem me lembrava do que tinha pedido. Quando a minha irmã me disse o nome que escolheram para ela, o momento em que fiz a tal promessa e pedido voltou à minha memória e por segundos revivi-o com todos os meus sentidos. Soube que ela era o meu sinal de missão cumprida, o meu sinal de vitória. Ela é diferente de todas nós, tem a nossa força e coragem, mas ao mesmo tempo uma amorosidade calma que parece não ter limites. Um dia conto-lhe esta história.
Entretanto, desde 2020, comecei a estudar alquimia e espigaria vegetal para me aprofundar nos saberes das plantas com um dos meus grandes mestres. O xamanismo, como forma de estar na vida, já fazia parte de mim, mas de 2020 a 2021, fui aprender sobre com que sabe, um grande xamã e sua mulher que são uma grande referência de amor incodicional num relacionamento amoroso. Em 2022, depois de constatar mil vezes a importância da nossa estrutura familiar e tudo o que ela nos ensina sobre nós mesmos, formei-me em constelação familiar. O xamanismo faz parte do meu modo de vida desde 2019 e naturalmente tem impacto na minha linha de trabalho.Tudo o que resolvo estudar tem um motivo e um propósito, tudo se une em harmonia no universo do feminino. Mesmo quando estou apenas a seguir a minha intuição e ainda não consigo perceber o que me leva a essa decisão.
O meu desejo e foco está em transformar a tua relação contigo, depois com a tua linhagem e por fim com todos os outros. Embora não seja o meu foco, uma coisa curiosa acontece: a grande percentagem de mulheres que trabalham comigo, acaba por descobrir qual é e escolher seguir o seu verdadeiro propósito, transformando outras vidas da forma que realmente faz diferença, trabalhando a sua energia. Seja através da própria leitura de aura, tarô, numerologia, astrologia, osteopatia com reiki, música curativa ou escrita. Cada uma da sua forma. O importante é que se encontram e resgatam o seu feminino, abrem portas e voltam a correr selvagens, livres, com os lobos ou qualquer outro animal de poder. Eu, por exemplo, prefiro correr com as panteras, mas isso é história para outra altura…
Sei que te posso guiar no teu processo de transformação, de reconexão e realinhamento com o feminino porque fiz o mesmo por mim e ao fazê-lo simplifiquei o processo de tantas outras mulheres que por mim já passaram. O relacionamento mais importante é o que tens contigo e é por aí que começamos.
Vai ser um prazer poder orientar os teus passos, se sentires que este é o teu momento.
Sê muito bem-vinda.
Coerência
O que te passo é o que eu pratico na minha vida, é a minha verdade.
Primeiro testo em mim, adapto, vejo resultados e depois ensino-te o que te traz transformação.
Empoderamento
O trabalho que fazemos é para te dar mais poder, ensinando-te ferramentas que tu podes usar para o resto da tua,
para que possas ser tu mesma, sem vergonha.
Transformação
Comprometimento com os teus resultados. Tudo é testado em mim antes de te ser passado como opção. O objectivo é que todas as práticas e ferramentas seja adicionadas à tua rotina de forma sustentável.
